A participação das instituições de ensino superior privadas no novo modelo do Enem deverá ser detalhada nos próximos dias. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, o conceito do novo exame será na verdade uma combinação do Enem com o vestibular. O novo Exame Nacional do Ensino Médio - Enem, pretende substituir o atual modelo de vestibular para ingresso na educação superior.
Para Fernando Haddad em entrevista para o jornal O Globo, o novo exame pode servir de fase única de processo seletivo com muito mais "flexibilidade e inteligência" do que no atual. Ele reconheceu a criatividade das particulares nos vestibulares e justificou a participação dessas instituições de ensinos no novo Enem.
“O setor privado sempre tenta inovar do ponto de vista dos processos seletivos, mas se nós tivéssemos uma métrica única nós poderíamos ter um impacto muito favorável nos processos avaliativos da educação superior”, detalha.
Segundo o presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP), Abib Cury, a proposta sinaliza como um avanço. Segundo ele, um número significativo das IES particulares já aproveita os resultados do atual Enem em seus processos seletivos.
“Para o ingresso dos alunos, muitas instituições já consideram a nota do Enem junto com as notas do aluno no ensino médio para classificarem o estudante, muitas vezes o dispensando da prova do vestibular”, afirmou em entrevista ao jornal O Globo. No entanto, Abib Cury prefere esperar o detalhamento a ser feito pelo Ministério da Educação (MEC) para avaliar se a adesão será realmente interessante para as IES particulares.
O ministro explicou que o novo exame pode trazer benefícios para as instituições do ponto de vista da avaliação. Segundo ele, hoje o esforço que a instituição faz por vezes para recuperar o aluno que veio deficiente da educação básica, não é medido.
“Uma das queixas que se faz é que o Enade é aplicado no final do primeiro ano, quando muitas instituições já atuaram fortemente sobre o aluno para corrigir deficiências acumuladas ao longo da educação básica. Assim, o esforço da IES fica perdido e não é medido, já que esse exame é comparado com o exame do final do quarto ano”, diz o ministro.
Como o esforço de recuperação que a instituição faz não é medido, o empenho gasto não agrega no IDD, que compara os resultados de calouros e concluintes, medindo a contribuição específica do curso, independentemente do nível de conhecimento anterior ao vestibular. Segundo o ministro, esta situação estaria superada com o novo Enem.
Para que o novo Enem emplaque de maneira decisiva, a adesão nos processos seletivos seria um ingrediente substancial para corrigir essa distorção do IDD. De acordo com a proposta o índice conhecido no Sinaes como V0, seria o novo Enem.
“Se o V0 for o novo Enem, estaria resolvido o problema dramático de instituições que fazem um grande esforço para melhorar as condições do ensino no primeiro ano”, afirma o ministro.
Sabemos que o Brasil foi um dos países cuja escravidão se deu por meio de um processo brutal onde buscaram aniquilar todo tipo de manifestação cultural por parte dos escravizados temendo um confronto entre os senhores de engenho e escravos. Apesar de toda represaria, esse povo criou, renovou e construiu uma nova identidade cultural fundindo diferentes culturas dos países africanos, criando assim a cultura afrobrasileira.
Apesar da forte influencia na formação cultural do povo brasileiro, ela ainda é vista com preconceito. È importante perceber que o racismo não se resume ao fato de chamar alguém de preto ou negro. Ele é muito mais complexo do que isso, pois, manifesta-se de várias maneiras através da educação, saúde, moradia, situação financeira. Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para infância e adolescência), das 800 mil crianças de 7 a 14 anos de idade que estão fora da escola, 500 mil são negras. No mercado de trabalho, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), 34,5% de pessoas de pele clara possuem careira assinada, enquanto apenas 25,6% dos negros são registrados. E também podemos constatar que existe uma predominância de pessoas afro-descendentes que moram em bairros denominados periféricos, ou seja, distantes dos principais centros econômicos da cidade, é uma discriminação racial. Esta realidade está ligada às políticas econômicas desenvolvidas no Brasil desde o período da libertação dos escravos que aconteceu em 13 de maio de 1888.
A Lei prevê que as escolas devem trabalhar com o ensino da cultura afrobrasileira, uma vez que essas práticas estão presentes no nosso dia a dia e as histórias de lutas e conquistas fazem parte da história brasileira, mas que são superficialmente abordados (quando são abordadas) nos livros didáticos. O negro é tratado como o diferente e feio esteticamente.
É perceptivo que os grandes heróis da nossa história são contados nos livros a partir da visão do colonizador europeu, esquecendo de personagens como Zumbí dos Palmares, Ganga Zumba, entre tantos outros que foram grandes lideres e revolucionários daquele tempo histórico. O negro é sempre apresentado nos livros didáticos como o escravo passivo que recebeu a liberdade pelas mãos de uma princesa sem retratar que foram as políticas internacionais e os confrontos que proporcionaram a situação.
Para a realização de um trabalho mais critico nas escolas de educação básica, o professor deve ter formação especifica uma vez que ele é fruto do mesmo sistema de ensino onde não contempla essa perspectiva. Essa adaptação nos currículos escolares não deve ser tratado como um conteúdo específico e afastado das outras disciplinas. Ele deve estar integrado, levando o sujeito a compreender que ele faz parte dessa história e que ele também possa se ver nesse processo de ensino-aprendizagem.
É fundamental que as crianças compreendam e identifiquem essa cultura através da musica, dança, artes plásticas, religiosidade, comidas e vestuário que estão no dia a dia delas, criando assim uma nova consciência cultural, reduzindo o racismo e o preconceito encontrado, principalmente, nas áreas mais carentes do país onde a população é predominantemente negra e pobre por conta de políticas sociais mal desenvolvidas durante toda a história de colonização do país.
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH constitui um dos transtornos do desenvolvimento que afetam crianças no convívio familiar, escolar e social. Portanto, justifica-se o empenho de vários profissionais no estudo do transtorno como: médicos, psicólogos, psicopedagogo, professores, entre outros. Atualmente estima-se que de 3% a 5% das crianças que fazem parte da população escolar sofrem de Transtorno de Déficit de Atenção/ Hiperatividade – TDAH. Embora, muitos pesquisadores alertam para o fato de que esse percentual pode aumentar e de que é necessário se instituir medidas preventivas eficientes para diagnosticar o TDAH precocemente.
Muitos sintomas do TDAH são observados pelos pais quando as crianças são bem pequenas e ainda não foram para a escola, contudo esses sintomas geralmente são confundidos com falta de disciplina e falta de limites. É na fase dos primeiros anos de vida que os pais precisam ficar atentos para estimulá-las e observá-las no contato social com crianças da mesma faixa etária. A inquietação excessiva, a falta de atenção nas brincadeiras e a incapacidade de seguir regras em jogos são alguns dos sintomas que podem ser percebidos pela família. Entretanto é na escola que os problemas agravam-se e as dificuldades da criança se intensificam, pois é nesta fase que familiares e educadores percebem que a criança não presta atenção, determinando dificuldades escolares diversas e às vezes distúrbios no seu relacionamento. Logo, no ambiente escolar os sintomas do TDAH passam a interferir no processo de aprendizagem, no qual são realizados inúmeros exercícios que aumentam a atividade cerebral, exigindo maior atenção, disciplina e planejamento.
As dificuldades mais freqüentes entre os indivíduos com TDAH são: o primeiro é o baixo desempenho acadêmico devido à falta de atenção em tarefas que exigem concentração, a não finalização dos trabalhos independentes e a pouca permanência na cadeira, em segundo as altas taxas de cumprimento às regras e agressividade que muitas vezes ocorrem quando são repreendidos ou alguma tarefa torna-se frustrante e o terceiro é a dificuldade de relacionamento com colegas, intrometendo-se em brincadeiras que já começaram, poucas habilidades de conversação (interrupções freqüentes, atenção mínima ao que os outros dizem).
Na escola, os professores são os primeiros a observar esses comportamentos e, portanto, à família, deve ser comunicada para que busque profissionais adequados que mediante avaliações cheguem ao diagnóstico e possam elaborar junto a uma equipe o tratamento mais adequando para cada criança com TDAH.
Uma vez diagnosticado o TDAH e que os sintomas são por definição exibidos em vários ambientes, as estratégias de tratamento devem ser elaboradas por diversas pessoas responsáveis pelos cuidados desta criança. O foco no tratamento é o comportamento, por isso, deve ser desenvolvido, com freqüência, atividades dessa natureza, incluindo nestas, a realização plena de atividades independentes, com base nas orientações do professor, coerência de respostas acadêmicas e interações com colegas. Portanto, trabalhar na perspectiva de equipe (diversos profissionais envolvidos), durante o tratamento do TDAH, é um caminho importante para se alcançar um bom resultado. A boa comunicação entre profissionais envolvidos (psicopedagogos, psicólogos, médicos, pais e professores) é fundamental por várias razões. A avaliação do TDAH e dos problemas relacionados é um processo que envolve múltiplos informantes, métodos e contextos. Esse processo envolve a comunicação de informações, observações e opiniões que juntos irão planejar as intervenções adequadas a cada criança com TDAH.